Daniella FabrinniPilates

Fortalecimento e Postura · 22 de setembro de 2026

Como Fortalecer o Glúteo com Pilates: Guia Completo

O glúteo é um dos grupos musculares mais importantes do corpo — e não só pela estética. Ele sustenta o quadril, protege a lombar e o joelho, e participa de praticamente todo movimento que envolve caminhar, subir escada ou levantar do chão. Neste artigo, você entende por que fortalecer o glúteo importa tanto, como o Pilates faz esse trabalho e quais exercícios costumam compor uma boa rotina.

Aluna medindo o progresso do fortalecimento do glúteo com fita métrica

Resposta direta: o Pilates fortalece o glúteo através de exercícios de ativação isométrica e dinâmica — como ponte, concha (clamshell) e chutes controlados de quadril — que recrutam os três músculos glúteos (máximo, médio e mínimo) com baixo impacto e alta precisão de movimento, combinando força com estabilidade.

O que os dados oficiais dizem sobre fortalecimento muscular

Segundo o Guia de Atividade Física para a População Brasileira, publicado pelo Ministério da Saúde em 2021, adultos devem realizar atividades de fortalecimento muscular que envolvam os principais grupos musculares — incluindo o glúteo — em 2 ou mais dias por semana, com intensidade moderada a alta, além das recomendações de atividade aeróbica.

Fonte oficial: Ministério da Saúde — Guia de Atividade Física para a População Brasileira (2021). Disponível em: bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_atividade_fisica_populacao_brasileira.pdf

Ou seja: fortalecer o glúteo não é só uma questão estética — é uma recomendação oficial de saúde pública, associada à prevenção de dores, quedas e perda de função ao longo da vida.

Por que o glúteo é tão importante (além da estética)

O glúteo é, na verdade, um grupo de três músculos, cada um com uma função:

  • Glúteo máximo: o maior dos três, responsável pela extensão do quadril — é ele que te ajuda a levantar de uma cadeira, subir escada ou correr.
  • Glúteo médio: estabiliza a pelve quando você fica em um pé só (como ao caminhar), evitando que o quadril “caia” para o lado.
  • Glúteo mínimo: trabalha junto ao médio na estabilização lateral do quadril.

Quando esses músculos estão fracos, o corpo tende a compensar com a lombar e os joelhos — o que ajuda a explicar por que o fortalecimento do glúteo aparece tão frequentemente em planos de prevenção de dor lombar e dor no joelho.

Por que o Pilates é uma boa ferramenta para isso

O Pilates trabalha o glúteo de um jeito diferente do treino de força tradicional:

  • Ativação isométrica precisa — muitos exercícios pedem para “segurar” a contração do glúteo por alguns segundos, o que melhora o controle motor do músculo, não só sua força bruta.
  • Baixo impacto — o fortalecimento acontece sem sobrecarregar joelhos ou lombar, o que é especialmente relevante para quem está voltando à atividade física ou tem alguma restrição articular.
  • Integração com o core — os exercícios de glúteo no Pilates raramente isolam o músculo; eles pedem estabilização do tronco ao mesmo tempo, o que treina o corpo a se mover de forma mais eficiente no dia a dia.
  • Progressão controlada — é possível aumentar a dificuldade com resistência (elásticos, molas do aparelho) sem perder a qualidade do movimento.

Principais exercícios de Pilates para fortalecer o glúteo

  1. 1. Ponte (bridge)

    Deitada de costas, joelhos flexionados, pés apoiados no chão. Ao expirar, eleve o quadril até formar uma linha reta dos ombros aos joelhos, contraindo o glúteo no topo do movimento. Desça com controle. 10 a 12 repetições.

    Foco: Glúteo máximo, com ativação também da parte posterior da coxa.

  2. 2. Ponte com elevação de perna

    A partir da ponte, com o quadril elevado, estenda uma perna mantendo o quadril estável (sem deixar cair para o lado). Alterne os lados. 8 repetições de cada lado.

    Foco: Glúteo máximo com desafio extra de estabilização unilateral (o glúteo médio entra em ação para manter o quadril nivelado).

  3. 3. Concha (clamshell)

    Deitada de lado, joelhos flexionados e alinhados, pés juntos. Sem mover o quadril, abra o joelho de cima como uma concha se abrindo, e feche com controle. 10 a 15 repetições de cada lado.

    Foco: Glúteo médio — um dos músculos mais negligenciados em treinos tradicionais, mas essencial para a estabilidade do quadril.

  4. 4. Chute lateral de quadril (leg lift lateral)

    Deitada de lado, corpo alinhado, eleve a perna de cima lateralmente, mantendo o quadril estável, e desça com controle. 10 a 12 repetições de cada lado.

    Foco: Glúteo médio e mínimo.

  5. 5. Quatro apoios com extensão de quadril (donkey kick)

    Em posição de quatro apoios, mantenha o joelho flexionado a 90 graus e eleve a perna para trás, sem arquear a lombar, contraindo o glúteo no topo do movimento. 10 a 12 repetições de cada lado.

    Foco: Glúteo máximo, com exigência extra de estabilização do core para proteger a lombar.

  6. 6. Agachamento sumô (com ou sem bola/elástico)

    Em pé, pernas afastadas, pontas dos pés levemente para fora. Desça flexionando os joelhos, mantendo o peso nos calcanhares, e suba contraindo o glúteo. 8 a 10 repetições.

    Foco: Glúteo máximo e músculos adutores internos da coxa.

  7. 7. Elevação de quadril com bola entre os joelhos

    Deitada de costas, joelhos flexionados, um overball entre os joelhos. Eleve o quadril mantendo a pressão constante sobre a bola. 10 repetições.

    Foco: Glúteo máximo, com ativação adicional dos adutores para manter a bola no lugar.

Com que frequência treinar

Seguindo a recomendação do Ministério da Saúde de pelo menos 2 dias por semana de fortalecimento muscular, uma rotina de Pilates com foco em glúteo 2 a 3 vezes por semana — com progressão de carga orientada por um instrutor — costuma trazer ganhos consistentes de força e estabilidade ao longo de algumas semanas de prática regular.

O que esperar (e o que não esperar)

Resultados de fortalecimento muscular variam de pessoa para pessoa, conforme histórico de atividade física, alimentação, genética e consistência da prática. O Pilates entrega ganhos reais de força, estabilidade e controle motor de forma progressiva — mas qualquer promessa de resultado estético rápido ou “garantido” deve ser vista com desconfiança. O que se constrói aqui é função e força, de forma consistente.

Perguntas frequentes

Pilates é eficaz para fortalecer o glúteo?
Sim. Exercícios como ponte, concha e chutes de quadril ativam de forma eficiente os três músculos glúteos, com a vantagem de baixo impacto e alta precisão de movimento — o que os torna seguros mesmo para quem está começando ou retomando a atividade física.
Quantas vezes por semana devo treinar glúteo no Pilates?
A recomendação do Ministério da Saúde é de ao menos 2 dias por semana de fortalecimento muscular envolvendo os principais grupos musculares. Para o glúteo especificamente, 2 a 3 sessões semanais costumam ser suficientes quando a execução é de qualidade.
Pilates com aparelho fortalece mais o glúteo do que Pilates de solo?
Os dois fortalecem, de formas diferentes: o solo trabalha muito controle motor e resistência com o peso do próprio corpo, enquanto o aparelho permite ajustar a resistência (molas) de forma mais progressiva. O ideal costuma ser combinar as duas modalidades.
Em quanto tempo vejo resultado no fortalecimento do glúteo com Pilates?
Varia de pessoa para pessoa, mas ganhos de ativação e controle muscular costumam ser percebidos já nas primeiras semanas de prática regular; mudanças mais visíveis de força e tônus dependem de consistência ao longo de alguns meses.
Pilates para glúteo também ajuda a prevenir dor no joelho e na lombar?
Sim — como o glúteo médio estabiliza o quadril e o glúteo máximo alivia parte da carga sobre a lombar em movimentos do dia a dia, fortalecê-lo é uma estratégia frequentemente usada também na prevenção dessas dores, não só no ganho de força.

Fortaleça com técnica e acompanhamento

De nada adianta repetir um exercício sem a execução correta — no fortalecimento de glúteo, isso é ainda mais verdadeiro, porque o corpo tende a compensar com outros músculos quando o movimento não é bem guiado. No Studio Daniella Fabrinni, cada exercício é ajustado à sua execução, não ao contrário.

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Referências

  • BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Atividade Física para a População Brasileira. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_atividade_fisica_populacao_brasileira.pdf. Acesso em: set. 2026.